Archive | História geral

RSS feed for this section

Palestinos e judeus na História. As boas relações históricas dos muçulmanos com as comunidades judaicas

Excetuando a presente época,  as relações entre o mundo árabe e muçulmano e as comunidades judaicas sempre foram muito boas. Nunca existiu qualquer espécie de discriminação nem desrespeito pelos direitos humanos. Pelo contrário, os judeus sempre foram bem-vindos nos momentos de adversidade e protegidos durante o apogeu árabe, onde se desenvolveram conjuntamente.  

Veja-se, por exemplo, o notável nível de desenvolvimento da comunidade judaica em Espanha e Portugal durante a época de domínio muçulmano do Al-Andalus (Sefarad), A sua expulsão pelos Reis Católicos em 1492 e consequente acolhimento benevolente e amistoso no Califato Otomano (muçulmano).

Judeus sefarditas

Judeus sefarditas

Continue Reading →

Guerra contra o terrorismo! Geoestratégia da Nova Ordem Mundial Sionista.

Fonte: ácratas.net

A III Guerra Mundial começou em 2011, mas poucos foram conscientes disso. No dia 11 de setembro de 2001, um comando terrorista do Mossad israelense (israelita, em português europeu) com o apoio dos serviços secretos norte-americanos e da agência privada de segurança dos edifícios atingidos, executou a demolição controlada das Torres Gémeas do World Trade Center de Nova Iorque, demolição disfarçada e encoberta após o impacto de dois aviões Boeing 747, teledirigidos de terra. Da noite para o dia, esse atentado de falsa bandeira mudou o mundo. Tal como o afundamento do Lusitânia em 1915 e o bombardeamento de Pearl Harbor em 1941, o 11 de setembro permitiu a entrada dos EUA numa guerra de alcance mundial. Continue Reading →

Crítica ao livro “A Invenção da Terra de Israel”, de Shlomo Sand.

Autor:  Donald Sassoon, professor de História Comparada da Europa na Faculdade Queen Mary da Universidade de Londres.

Neste segundo volume da sua trilogia sobre estudos judaicos, Shlomo Sand explora como a “Terra de Israel” foi inventada e desmascara a mitologia nacionalista-sionista popular.

Em 2009, Shlomo Sand publicou “A Invenção do Povo Judeu“, no qual afirmou que os judeus têm pouco em comum uns com os outros. Não existe uma linhagem étnica comum em virtude do elevado índice de conversão na antiguidade. Também não têm uma linguagem comum, pois o hebraico era unicamente utilizado para efeitos litúrgicos e não era nem falado no tempo de Jesus. O ídiche era somente utilizado pelos judeus asquenazes. O que resta para os unir? Religião? Mas religião não cria um povo – vejamos o caso dos muçulmanos e dos católicos. Além de que muitos dos judeus não são religiosos. Sionismo? Não passa de uma opção política: alguém pode ser escocês e não ser partidário do nacionalismo escocês. Além de que muitos judeus, incluindo sionistas, não têm a mínima intenção de “retornar” à Terra Santa preferindo permanecer em Londres, Brooklyn ou onde seja. Por outras palavras, a designação de “Povo Judeu” é uma construção política, uma invenção. Agora, Sand diz-nos neste segundo volume, daquilo que será uma trilogia, que mesmo a ideia de “Terra de Israel” foi inventada. O terceiro volume da trilogia será “A Invenção dos Judeus Seculares”.

A “Terra de Israel” quase não é mencionada no Antigo Testamento; a expressão mais frequente é Terra de Canaã. Quando é mencionada, não inclui Jerusalém, Hebron ou Belém. “Israel” bíblica é somente Israel Norte (Samaria) e jamais existiu um reino único e unido que incluísse a antiga Judeia e Samaria. Continue Reading →

Jerusalém.

Verifico que sempre existiu um enorme desconhecimento sobre a história da Palestina, especialmente sobre a cidade de Jerusalém.

Seguem algumas aclarações:

1- Jerusalém não foi fundada pelos israelitas, nem por judeus, mas sim por Jebuseus, um dos povos cananeus que constituem a estirpe palestina, faz 4200 anos. O Rei David conquistou-a 1200 anos depois.

Jerusalém - Cúpula do Rochedo

2- Jerusalém como  capital de Israel só existiu 70 anos em 4200 anos de História da Terra Santa, até o estabelecimento do moderno Estado de Israel, fundado em 1948. Jerusalém não é a capital histórica de Israel. Continue Reading →

Entrevista ao historiador israelita Shlomo Sand.

O historiador israelita Shlomo Sand questiona vários dos mitos oficiais do sionismo no livro “Quando e como se inventou o povo judeu“.

 

Shlomo Sand, professor de História da Europa na Universidade de Tel Aviv, publicou o polêmico livro “Quando e como se inventou o povo judeu”, onde questiona alguns princípios da história sionista oficial.

As teses que defende Shlomo Sand mantiveram o seu livro em diversas listas internacionais dos mais vendidos durante um longo período de tempo.

O livro manteve-se várias semanas na lista dos mais vendidos em Israel. Por isso, Shlomo teve que pagar o preço de receber ameaças e insultos anónimos, chamando-lhe kelev natzi masria (cão nazi mal-cheiroso) e outras. Contudo, não parece muito preocupado. O livro contém duas teses que no passado tiveram certa aceitação entre historiadores sionistas, mas que atualmente se encontram arquivadas: que os atuais judeus proveem  de povos pagãos que se converteram ao judaísmo longe da Palestina, e portanto não descendem dos antigos judeus, e que os palestinianos árabes são os únicos descendentes dos antigos judeus. Continue Reading →

“A invenção do povo judeu”, de Shlomo Sand.

“A invenção do povo judeu”: Uma religião proselitista.

O mito fundamental do sionismo é o retorno do povo judeu à sua terra. Segundo esse mito, o povo israelita soberano foi conquistado, exilado e espalhado pelo mundo, mantendo-se marginalizado e unido, inspirada pela lembrança da sua antiga soberania. No final do século XIX, o povo judeu iniciou o seu retorno, que culminou na dramática criação do Estado de Israel em 1948, cumprindo um desejo com dois milénios de antiguidade. O historiador da Universidade de Telavive, Shlomo Sand, no seu notável livro “A invenção do povo judeu”, explora o trabalho académico passado, para refutar a historiografia sionista, ressaltando o seu caráter mitológico e em vez disso nos conta a história de uma minoria religiosa e do seu credo oscilando entre o proselitismo e a conversão, sujeita às mesmas forças sociais que afectam qualquer outra minoria religiosa. Continue Reading →