A visão de Herzl do Estado Judaico.

Nos seus diários (“The Complete Diaries of Theodor Herzl, Fundação Herzl, Nova York, 1960), o fundador do sionismo delimitou da seguinte maneira o território que abarcaria o Estado Judaico: “Desde o rio do Egipto até ao Eufrates” (Vol. II, página 711).

Quarenta e três anos mais tarde, em 9 de Julho de 1947, as ideias sionistas de desejo de extensão do Estado de Israel a criar-se em seguida, foram anunciadas da seguinte maneira pelo rabino Fischmann, membro da Agência Judaica, antes da Comissão Especial Investigadora sobre a Palestina: “A Terra Prometida estende-se desde o Nilo até ao Eufrates”.  Quando essas ideias são passadas a um mapa, o resultado é o seguinte:

Estado Judaico: mapa das fronteiras malditas

Os “Diários” de Herzl têm um significado ainda maior que o seu escrito político “O Estado Judaico” para entender o espírito do sionismo. O programa de colonização sionista da Palestina de 1896, resumido na frase de Herzl, “Uma terra sem povo para um povo sem terra”, substancialmente adoptou uma visão colonialista da formação do Estado Judaico, segundo a qual os povos situados para além das fronteiras da “civilização” não têm direitos. De facto, o fundador do sionismo sugeriu: “Antes de mais, os sionistas deverão adquirir as terras árabes em quantidades suficientes”, copiando perfeitamente a lógica da terra nullius e das “tribos bárbaras”.

Fonte: http://sabbah.biz/2010/06/10/this-is-the-map-of-herzls-desired-jewish-state-this-is-zionism/

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3 Responses to A visão de Herzl do Estado Judaico.

  1. Antônio César Domingues Hedo 10/02/2012 at 02:34 #

    Sou a favor de um Estado israelense pleno que dê cidadania-igualdade a todas as suas minorias sejam elas religiosas, étnicas etc., e portanto a divisão do país não é com certeza a solução mas seria uma prova definitiva que lá a harmonia não tem vez e o “iludido” povo palestino “instituiria” seu próprio isolamento-prisão!

  2. Emanuel Alves de Oliveira 15/05/2012 at 09:01 #

    Shalom.
    A “Pax Judaica” que o decadente Império Britânico e aliados têm vindo a preparar, representa a grande mentira e tirania do anti-Cristo, que antecede o V Império, a Idade do Espírito Santo, a Era do Paracleto, a Nova Idade de Ouro, o Califado Universal de Melquitsedec.
    Valete frates.

    • Anamika 13/01/2013 at 00:38 #

      they’re a Jew regardless of what anynoe else thinks. If you feel differently about someone when they say they’re a Jew, then you’re a bit of an anti-semite.Zionism is a more complicated animal. There is political Zionism and there is religious Zionism and a lot more besides. Political Zionism dates back to Herzl and the idea that Jews who had been demonstrably persecuted in every land in which they lived would benefit from coming together and establishing a state for Jews. Religious Zionism is much older and deals with the religious yearning to return to the land of Israel from which the Jews were exiled by God. It’s about returning to God who cast out the Jews into the diaspora as a punishment. Zion represents God’s forgiveness and the ingathering of the exiles is the precursor to the messianic age.My personal brand of Zionism is probably more religious than political, inasmuch as I am thrilled to have returned to the land of Israel and to bring up my children here. That thrill would not change based on what government had sovereignty over what geographical location. I don’t need to live in every part of the biblical land of Israel (it would physically impossible for me to do so) and I don’t care about political borders. If it came to it, I wouldn’t even care about a one state solution where Jews were a minority as long as I could live here as an orthodox Jew in peace.Clearly there are Political Zionists who don’t agree with me. Nevertheless despite my disdain for the political drawing of borders, I am concerned that living in a country without a Jewish majority would not afford me the religious freedoms I currently enjoy. I have lived in such a country for half my life. I did not feel free.I understand that some consider that supremacist, but I do not consider Jews superior in any way. I do not believe the way I choose to live and worship is better than anynoe else’s. I do consider it different and I would like to live in a country where my different culture and my different way of doing things is celebrated as the norm rather than sidelined as a minority pursuit.

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