Conflito em Israel: Reino Unido, França, Alemanha e Portugal condenam as colônias israelenses na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental.

O Reino Unido, França, Alemanha e Portugal – os membros da União Europeia dos 15 lugares do Conselho de Segurança da ONU (Alemanha e Portugal são membros rotativos, o Reino Unido e a França são membros permanentes) apresentaram hoje (20 de dezembro de 2011) uma declaração conjunta sobre o conflito em Israel exigindo que este país pare com a construção de colônias em Jerusalém Oriental e na Cisjordânia.

A declaração reitera a posição da União Europeia de que os colonatos são ilegais segundo as leis internacionais, e insta o governo de Israel a cessar toda a atividade dos assentamentos. Desde o verão que Israel tem incrementado a construção de colónias na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental. Recentes disputas de propriedade têm motivado um caloroso debate nos EUA e em Israel. incrementando o conflito em Israel.

O relatório coincide com uma declaração de Catherine Ashton, que serve como Alta Representante da União para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança, pedindo a Israel para “suspender a publicação” de uma proposta de construção de 1.000 novas unidades habitacionais israelitas (br. israelenses) em Jerusalém Oriental, Beitar Ilit e Givat Ze’ev.

UN Security Council chamber - conflito em Israel

Baso Sangqu, representante da África do Sul, leu uma declaração em nome dos 120 países do Movimento dos Não-Alinhados, reiterando a declaração europeia e acusando os assentamentos de “ilegais”. Também a representante do Brasil, Maria Luiza Ribeiro Viotti, leu uma declaração de apoio às declarações da UE e de Baso Sangqu, em nome do Brasil, Índia e África do Sul. O representante libanês, Nawaf Salam, fez declarações semelhantes. 

A delegação dos EUA, cuja capacidade de veto tem inviabilizado a adoção de uma resolução contra Israel, não fez qualquer declaração.

O porta-voz da delegação israelita (br, israelense) na ONU, Karean Peretz, defendeu-se afirmando que “o principal obstáculo à paz foi e continua sendo a alegação palestiniana (br. palestina) ao chamado direito de retorno (de refugiados árabes) e sua recusa em reconhecer Israel como um Estado judaico”. 

O  governo sionista reagiu com a habitual e já ridícula “vitimização” e desvio de conversa: o porta-voz do Ministério Sionista das Relações Exteriores declarou que “Israel sugere que estes países (Reino Unido, França, Alemanha e Portugal) se concentrem na agenda internacional em vez de modificar do início ao fim as prioridades da comunidade internacional”, tendo ainda acrescentado que “as suas discussões no Conselho de Segurança deveriam ter se concentrado nas tentativas de pôr fim ao derramamento de sangue na Síria, no estabelecimento da democracia e na modernização nos países árabes que desejam a liberdade e nos esforços que tentam dissipar a ameaça global que representa a corrida nuclear do Irão (br. Irã)”

Riyad Mansour, observador palestiniano na ONU, declarou aos jornalistas que “um poderoso membro do Conselho de Segurança – os EUA – está dificultando a solução da questão dos colonatos e de outros problemas relacionados com o processo de paz do Oriente Médio”.

Fonte: sionismo.net

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