Quem é Avigdor Lieberman

Avigdor Lieberman nasceu em 1958 na Moldávia, ex-República Soviética, emigrou para Israel aos 20 anos, e é recordado como um jovem desordeiro a quem já se vislumbrava o pensamento racista.

Militou brevemente no partido Kach – uma organização judia, extremista e racista, liderada pelo rabino Meir Kahane. Avigdor Lieberman nega, mas a realidade confirma a sua presença nessa organização, da qual se afastou em virtude do seu laicismo, ou melhor dito, ateísmo. Em seguida passou pelo Likud, até que finalmente criou o seu próprio partido Israel Beitenu (Israel é nosso lar), composto por imigrantes da antiga União Soviética.

Actualmente é o ministro das Relações Exteriores de Israel, o que indica um passo mais na direcção do racismo extremo por parte do governo de Benjamin Netanyahu.

Avigdor Lieberman

Avigdor Lieberman

Algumas das frases e propostas “célebres” de Avigdor  Lieberman:

“Os nossos soldados estão fazendo bem o trabalho em Gaza, mas a solução não é a invasão, a solução é a que E.U.A. adoptou com Japão, em Hiroxima e Nagasaki”, numa clara alusão a um bombardeio nuclear em Gaza.

Avigdor Lieberman propõe como “solução final” transferir todos os árabes-israelitas (que ele considera inimigos) para os territórios palestinianos e intercambiar territórios habitados maioritariamente por árabes, pertencentes a Israel, por territórios “habitados” maioritariamente por israelitas, em Palestina.  Não existe dúvida alguma sobre a artimanha, para deste modo seguir anexando território, uma vez que se trata de lugares de Cisjordânia invadidos por colonos israelitas.

Noutra das suas frases propõe “afogar aos palestinianos no Mar Morto”.

“Se dependesse só de mim , ligaria para a Autoridade Palestiniana a dizer que todos os seus centros de negócios em Ramallah serão bombardeados amanhã, às dez.”

“Quando existe contradição entre os valores democráticos e os valores judaicos, os valores judaicos e sionistas são mais importantes.”

Em 1998, Avigdor Lieberman sugeriu inundar o Egito mediante o bombardeamento da Barragem de Assuão como represália ao apoio egípcio a Yasser Arafat.

Em 2001, na qualidade de ministro das Infra-Estruturas, Avigdor Lieberman sugeriu que a Cisjordânia fosse dividida em quatro cantões, sem governo central palestiniano, e sem a possibilidade dos palestinianos viajarem entre os cantões.

Em 2002, o jornal israelita Yedioth Ahronoth publicou uma citação de Avigdor Lieberman, numa reunião do Governo, na qual ele afirmou que deveria ser dado um ultimato aos palestinianos: “Às 8 horas da manhã, vamos bombardear todos os centros comerciais, à meia-noite as estações de gasolina e às duas … vamos bombardear os vossos bancos … “

Em Maio de 2004 disse que 90% dos 1,2 milhões de cidadãos palestinos de Israel “tinham de encontrar uma nova entidade árabe” em que viver fora das fronteiras de Israel. “Este não é um lugar para eles. Eles podem agarrar nas suas coisas e marcharem-se daqui “, disse ele.

Em maio de 2006, Avigdor Lieberman pediu o assassinato dos membros árabes do Knesset que se tinham reunido com membros de Hamas e da Autoridade Palestiniana.

Postado originalmente em http://www.prensaislamica.com/nota720.htm

Tradução portuguesa: sionismo.net.

Avigdor Lieberman e Jose Socrates

Avigdor Lieberman e José Sócrates, primeiro-ministro de Portugal.

 

Avigdor Lieberman e Moratinos

Avigdor Lieberman e Moratinos, ministro de Negócios Estrangeiros de Espanha.

 

lieberman e hillary

Lieberman e Hillary Clinton, secretária de estado dos E.U.A.

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