Propaganda sionista

corte de oliveiras em Palestina.Aqueles que já têm uma certa idade recordam-se da propaganda sionista dos anos sessenta e setenta que dizia que os colonos sionistas na Palestina transformaram o deserto num pomar. Pois este argumento se utilizava para justificar para a ideia de uma terra sem povo para um povo sem terra, isto foi claramente debatido como sendo a realidade e pouco a pouco transformou-se no argumento para a usurpação e ocupação do território de Palestina. Os árabes e os palestinianos demonstraram ao mundo a pura realidade da ocupação e a quantidade de refugiados que originou tal acção sionista (ver video).

A propaganda de transformar o deserto num pomar também foi caindo pelo seu próprio peso ao chegar a informação ao mundo inteiro, de como os sionistas para cultivar um hectare de terra roubavam água que abastecia a 100 hectares dos palestinianos e inclusive aos árabes. É um facto real que na Faixa de Gaza os assentamentos de colonos sionistas, consumiam 75% da água da Faixa, sendo eles 7000 colonos e os palestinianos da Faixa 1,5 Milhões de pessoas, donos de uma terra que lhes foi pouco a pouco usurpada ou dissecada pelas acções sionistas.

Desde que vim para a Europa, esta frase de transformar o deserto num pomar se estagnou em muitas mentes e hoje em dia existe ainda quem nela acredite, felizmente cada vez menos, sobretudo entre as novas gerações. A minha resposta a esta propaganda era sempre a mesma: assim é muito fácil, roubando água com caudais descomunais é muito fácil fazer um oásis no deserto. Mas, amigo à custa de quê? Hoje em dia os ecologistas sabem bem que isso é impossível sem esbanjar recursos e danificar outras zonas de cultivo.violencia contra camponeses palestinianos

Bom, agora que essa propaganda caiu, vejam o que sucede com um sionismo que nunca foi amante da natureza, pelo contrário: hoje e durante mais de 30 anos, na impossibilidade de poder pôr fora todos os palestinianos das suas terras, o sionismo arranca-os da sua terra, arrancando-lhes os seus cultivos e árvores, sobretudo os olivais. Estas acções levam-se a cabo sob distintas fórmulas, vejamos:

  1. Através de expropriações de terras cultivadas impedindo aos camponeses palestinianos o acesso a elas, deixando que se sequem e “morram”.
  2. Através de acções directas cortando e arrancando as oliveiras com o pretexto de segurança. (sobre isto há um filme que mostra a um ministro ordenando a destruição de um campo de limoeiros por motivos de segurança, pois que a sua casa estava perto desse campo).
  3. Mediante acções de colonos queimando as oliveiras e os campos cultivados dos palestinianos (existem muitos vídeos na net que o demonstra).

violencia sionistaExistem vários métodos para tal fim, todo isso o fazem com uma consciência clara de que tirando ao povo palestiniano, que é historicamente camponês, os seus campos de cultivo, os obrigará  a irem-se (todos sabemos que as primeiras plantações feitas pelo homem foram realizados na Palestina). Uma pessoa com um pouco de informação chega à conclusão que este parasita chamado sionismo nunca foi amante da natureza, nem o  seu objectivo é cultivar a terra, pelo contrário: é um destruidor das riquezas do planeta e anti-ecologista total.

Abdo Tounsi (1)

 

agarrada à oliveira

Esta camponesa atou-se à sua oliveira para que o exército israelita não o arrancar.

 

(1) Abdo Tounsi é um activista anti-sionista originário de Amman, Jordânia. O seu perfil foi recentemente bloqueado em facebook, tendo originado uma onda de protestos por parte de outros usuários dessa rede social. Vive actualmente em Espanha.

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4 Responses to Propaganda sionista

  1. Pedro Gonçalves 10/01/2011 at 20:48 #

    Realmente, é tremenda a propaganda e as mentiras do sionismo. Muitas pessoas ainda acreditam nessa história da terra sem povo para um povo sem terra.
    Óptimo site, faz falta em língua portuguesa mais páginas esclarecedoras sobre o sionismo.
    Abraço.

    • os editores 10/01/2011 at 22:55 #

      Obrigado, Pedro Gonçalves.
      Esperamos continuar a ler por aqui as suas críticas e comentários.

  2. Luiz carlos 02/04/2011 at 00:42 #

    Parabéns pelo site. tenho passado alguns apuros no orkut sempre que o tema (palestina / Israel) é posto. Sou Recém formado em história, mas, como o meu foco são as questões dos negros no Brasil, acabo ficando meio que sem base pra debater sobre o sionismo.

    Existe na comunidade que eu participo um comando sionista vigiam e sempre reagem de forma grosseira e partem para acusações de antissemitismo contra quem denuncia o massacre dos palestinos.

    Pretendo usar muito as informações deste site, com a devida citação da fonte.

    • os editores 02/04/2011 at 05:48 #

      Caro Luiz,
      Conhecemos esses “comandos sionistas”, ou outros parecidos. Estão por todo a net; wikipédia, redes sociais, blogues antisionistas ou pro-palestinos. A sua técnica subversiva é sempre a mesma. Têm o manual bem estudado e podem enganar os menos esclarecidos. A sua principal arma na actualidade é a acusação de antissemitismo, e a violência verbal, como você tão correctamente indica. O nosso amigo Abdo Tounsi, que assina o artigo supra, acaba agora mesmo de assistir pela segunda vez a como a administração do facebook lhe bloqueia sua página pessoal, em virtude dos ataques desses comandos do ódio e da discórdia.
      É realmente divertido assistir a um colono israelita de origem norte-europeia ou norte-americana acusar de antissemitismo a judeus, cristãos ou muçulmanos de raça verdadeiramente semita, só porque estes defenderam alguma tese contrária aos interesses do sionismo.
      Praticamente não existe antissemitismo no mundo actual, exceptuando alguns pequenos grupos nostálgicos do nazismo, insignificantes em número e em qualidade, o antissemitismo é inexistente. O lobby sionista é uma das forças mais poderosas do país mais poderoso do mundo. O antissemitismo só existe na violenta e virulenta dialéctica sionista, não tem existência real.
      Alguns dos editores deste site somos descendentes de judeus sefarditas de Portugal, mais judeus e semitas que a maior parte dos novos colonos sionistas. Com a diferença de não acreditarmos em qualquer tipo de ideologia social, económica ou religiosa que defenda e/ou promova o racismo, a violência, etc.
      Abraço

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