Amnistia Internacional: Israel deslocará 2.300 palestinianos para um aterro sanitário em Jerusalém.

Israel obrigará cerca de 2.300 beduínos residentes na Cisjordânia a deslocarem-se para uma zona junto da lixeira municipal de Jerusalém, no âmbito de planos militares promovidos pelo Ministério da Defesa do governo sionista, que foi hoje denunciado pela Amnistia Internacional. 

A referida organização de direitos humanos publicou um relatório em que pede ao ministro da Defesa, Ehud Barak, que detenha os referidos planos, que também incluem demolições de 20 comunidades, que afetarão casas, cozinhas, retretes públicas, cobertas para animais e duas escolas primárias. 

O exército israelita considera ilegais a maioria das estruturas destas comunidades e segundo denuncia Amnistia Internacional, às comunidades palestinianas é praticamente impossível obter as autorizações. Os representantes das comunidades beduínas opõem-se a esta deslocação forçada e alegam que não poderão manter a sua forma de vida tradicional. 

Décadas de deslocamentos forçados para o aterro sanitário, segundo a Amnistia Internacional.

Durante a década dos 90 deslocadas famílias beduínas para a mesma zona, a somente 150 metros da lixeira municipal de Jerusalém, um lugar que, segundo denuncia Amnistia Internacional, lhes obrigou a venderem o seu gado por falta de zonas de pasto e agora o desemprego alcança cotas desproporcionadas. 

palestinos (palestinianos)

A lixeira recebe 1.100 toneladas de lixo cada dia, tal como demonstram os dados do Ministério da Protecção Meio-ambiental israelita, que contaminam o ar, o solo e possivelmente a água..

A directora adjunta provisória do Programa para o Médio Oriente da Amnistia Internacional, Ann Harrison, assegura que “as autoridades militares israelitas estão disfarçando os seus planos ao apresentá-los como uma maneira de proporcionar aos beduínos serviços básicos como água e electricidade, mas a verdade é que esse deslocamento forçado dos beduínos só servirá para perpetuar anos de desapropriação e de discriminação e constitui um crime de guerra”.

Israel continua a ocupar terrenos. 

Enquanto expulsam estas comunidades, acusadas pelo governo israelita de não terem as devidas autorizações, as colónias ilegais de Israel aumentaram 20% em 2011, e as autoridades reconheceram 11 novos assentamentos, que albergam cerca de 2.300 colonos, depois de legalizar assentamentos de colonos construídos sem autorização governamental.

O ano passado, as demolições israelitas causaram o desalojamento forçado de 1.100 pessoas, 80% mais que em 2010. 99% destas demolições, segundo Amnistia Internacional, verificaram-se em comunidades agrícolas e pastoras. 

Além disso, a organização denuncia que o primeiro-ministro sionista Netanyahu tenta aplicar o plano E1 para estender ainda mais os assentamentos (colónias ilegais) entre Jerusalém e Ma’ale Adumim, um plano que dividiria as zonas norte e sul da Cisjordânia.

Fonte: ContraInjerencia
Tradução: Sionismo.net

 

, , , ,

No comments yet.

Deixe uma resposta